Crescimento pessoal

23/01/2014 13h10

A simplicidade como caminho

Como atrair mais saúde, mais liberdade e mais sentido para sua vida

Por Nosso Bem Estar

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Simplicidade caminho

O importante é começar, dando pequenos passos com motivação grandiosa

Hoje queremos fazer a você um convite. Vamos simplificar? Tornar a vida mais simples não significa que os problemas deixarão de existir. Trata-se de fazer uma escolha consciente, de priorizar a qualidade das experiências, e não a quantidade. Como resultado, o universo oferece mais. Mais saúde, mais liberdade de escolha e mais sentido.

O caminho da simplicidade tem sido semeado pelo monge zen budista Jorge Koho Mello, que também trabalhou por muitos anos como ambientalista. Segundo ele, cerca de um bilhão de pessoas no mundo passam fome de alimento, mas o dobro passa fome de sentido. Aproximadamente dois bilhões de seres humanos não sentem alegria por estarem vivos. Para reverter esse quadro, o monge procura compartilhar experiências que, para ele, foram libertadoras.

Assista a apresentação de Jorge Mello sobre simplicidade no TEDx Pelourinho:

“A simplicidade não é o oposto da complexidade, que é inerente à vida, mas sim sua irmã”, afirma o monge Jorge Mello. O contrário da simplicidade é, na verdade, a complicação. E o que mais nos afasta de uma vida simples é uma tendência que temos de buscar coisas difíceis. Conflitos sempre existirão, as circunstâncias adversas fazem parte do aprendizado e nos levam à evolução.

Segundo ele, precisamos começar não daqui a um ano, ou dez, ou quando se aposentar, pois o único momento é agora. “Temos que tirar o 'se' e o 'quando' da necessidade de simplificar a nossa vida e a nossa sociedade.” E não é preciso fazer grandes obras, mas sim dar pequenos passos com motivação grandiosa.

Mas é importante considerar um fato: a única parte do mundo que podemos transformar somos nós mesmos. “O que a nossa cultura vem fazendo em relação à vida cotidiana é delegar o poder a algo que não está no nosso controle, o que gera um medo existencial.” E, para retormar o comando das nossas experiências, Jorge Mello sugere que procuremos prestar atenção a algumas áreas da ação humana.

Energia

A gestão da energia passa por coisas muito cotidianas. A primeira dica é respirar conscientemente. Essa prática produz milagres, especialmente se estamos sob forte pressão emocional.

Outra recomendação é: comer menos. Diminuir a ingesta beneficia a você mesmo, o planeta e o seu bolso. E não se refere apenas ao alimento físico, mas em todos os níveis de alimentação. Hoje sofremos de um mal chamado “obesidade mental”. O volume de informação é tanto que torna-se impossível de digerir. E assim a vida parece ser mais complicada. Ingerimos informações negativas, de todo o planeta, e deixamos de ver o que de bom está acontecendo bem ao nosso lado.

Movimento

Faça movimentos. Somos projetados para nos mover. Não por acaso o tamanho das pernas corresponde a quase 50% do nosso corpo.

Pausa

Parar faz parte de vida. Toda a natureza paz pausas. E nós não somos parte da natureza, nós somos a própria natureza. Quando nos desarmonizamos com esse ritmo, a vida se torna complicada.

Cultura

Vivemos hoje uma monocultura, que tem uma ciência como primaz: a economia. Essa cultura que faz com que seres humanos acreditem que não foram feitos para serem felizes, e sim que nasceram para produzir mais, ter mais, e viver cada vez menos, merece ser questionada. O que realmente importa na vida não tem preço, mas tem valor.

Educação

Acabamos delegando às escolas a tarefa de educar. Mas, se a própria comunidade não assume este papel, não há sistema educacional que funcione. É preciso resgatar o poder educador das comunidades.

Comunicação

O diálogo é necessário. Temos que reconhecer que o outro tem uma visão tão válida da verdade quanto eu. Não é preciso concordar com alguém para respeitar.

Arte

Uma boa alternativa é investir mais no lúdico, naquilo que nos leva além dessa limitação de que tudo pode ser explicado, de que tudo é linear, e que apenas a cultura cognitiva intelectual racional pode beneficiar o ser humano. Precisamos cultivar a experiência estética, de contemplação e beleza.

“A vida simples não nos pede para abrir mão das coisas, mas prioriza a qualidade das experiências. Experimentem! Façam por um dia, em alguma dessas áreas, a opção por mais qualidade, e verão o que acontece”, propõe o monge zen budista.

Ele acredita na teoria da massa crítica, que considera a tomada de consciência de um número de pessoas que faça a diferença. “Cada um que se compromete de alguma forma com a qualidade de vida efetiva, não importa o tamanho da obra, vai transformar a realidade muito além do que se pode ver. Hoje a biologia moderna já fala dos campos mórficos que são sensibilizados pelo ato de cada elemento de uma espécie. Para simplificar a vida de todos não precisamos de heróis ou heroínas, mas de seres realmente humanos”, conclui Jorge Mello.

Fontes: Simplicidade.net – www.simplicidade-net.blogspot.com.br, Monge Jorge Mello – www.jorgekoho.blogspot.com.br, TEDx Talks - www.youtube.com/TEDxTalks

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