Crescimento pessoal

10/12/2015 08h25

Um belo dia resolvi mudar

Sabe aquela vontade incontrolável de ter uma vida mais tranquila e coerente com seus propósitos? Por que não agora? Inspire-se com histórias de quem decidiu sair da zona de conforto e fazer disso uma realidade

Por Nanda Barreto

Arquivo Nosso Bem Estar
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Inspire-se com histórias de quem decidiu sair da zona de conforto e fazer disso uma realidade.

Para muitos de nós, mudar o estilo de vida é uma fantasia quase secreta, guardada cuidadosamente no fundo do baú, em algum recôndito da alma. É preciso muita ousadia para tirar os sonhos da caixa e dar a si mesmo a oportunidade de ser feliz.

Às vezes, reservamos esse local imaginário de plenitude apenas para a aposentadoria. O que não é o caso das pessoas que você vai conhecer a seguir. Munidas de sonhos e insatisfações, elas decidiram acreditar em si mesmas e abrir caminhos sem volta, fazendo do aqui e agora o melhor lugar para se viver.



Mundo: um grande quintal de casa

Que rasgue o passaporte quem nunca imaginou colocar a mochila nas costas e sair por aí, cruzando fronteiras, cabelo ao vento, gente jovem reunida. Pois essa foi uma ideia que o cientista político Rafael Pops, 36 anos, cultivou durante muito tempo. Tudo começou num famoso momento de crise. “Minha mãe havia falecido, tinha terminado um trabalho ao qual me dediquei intensamente por 5 anos e ao mesmo tempo findava um relacionamento. Perdido, achei numa livraria um guia que dizia: Fuja por um ano. Gostei da ideia.”

Não foi fácil viabilizar a viagem, mas após 9 meses de estrada e 52 carimbos diferentes no passaporte, Pops não titubeia diante da importância dessa experiência: “Pra mim é uma espécie de escola dinâmica. Já atravessei fronteiras de avião, carro, caminhão, ônibus, trem, barco e até a pé. Foram 29 voos, incontáveis ônibus. O local em que dormi por mais tempo, por 14 dias ao todo, foi em Nairóbi, no Quênia. Depois foram os 8 dias em Seul, seguidos de uma semana em Belgrado”, contabiliza.

Sem roteiros pré-fixados, o mochileiro tem usado o coração como bússola. “O próximo passo, ainda não sei. A viagem não segue um roteiro obrigatório do que se ver, ela segue a vontade que tenho de viver as coisas. O Rafael que saiu do Brasil em fevereiro é outro, minha vida é outra, parece que mudei de planeta.”

“Hoje, com a alegria de ver um sonho realizado, uma meta cumprida, parece que a vida segue mais leve, sem grandes pressões. Aliás, isso faz parte do aprendizado da viagem. Depois de 9 meses viajando pelo mundo, penso muito em como será minha vida depois. Tudo pode acontecer. Já pensei em morar e abrir negócio nas Filipinas, investir no turismo na Europa, ser guia em NYC, fazer mestrado e muito mais.”

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De olho na pauta positiva

Ser dona do próprio tempo foi a principal motivação para a jornalista Luciana Bento, 44 anos, deixar de ser empregada e abrir a própria empresa — uma trajetória que ela seguiu quase intuitivamente. “Eu me sentia muito presa. Vivia angustiada por causa dessa necessidade irracional de cumprir horários. Conseguia realizar todas as minhas tarefas, mas nunca chegava a hora de ir embora. Isso me afligia muito.”

E você consegue adivinhar o que Luciana fazia com esse sentimento de estar desperdiçando a vida? O que a maioria de nós faz: passava por cima, ignorava, achava logo uma novidade para ocupar a mente. “Eu morava em Brasília, trabalhava no governo, liderando equipes grandes, viajando bastante. Trabalhava 10, 11, 12 horas por dia e isso realmente me levou ao meu limite”, conta.

Mesmo convencida da necessidade de suavizar a rotina, Luciana percorreu um íngreme caminho. “Mudei pro Rio. Fui trabalhar no governo do Estado, não me adaptei. Fui trabalhar na iniciativa privada, em grandes agências de comunicação, não me adaptei. Me sentia numa prisão. O capitalismo tem uma série de códigos, etiquetas veladas que te capturam. Por exemplo: todo mundo sabe que não pega bem sair antes do chefe, mesmo que você tenha feito tudo o que precisava. Também não é legal sair antes da hora que todo mundo sai. É ilógico, mas é assim que funciona.”

O grande momento dessa travessia veio quando Luciana parou de colocar a responsabilidade pelas suas inquietudes nos trabalhos chatos. “Hoje vejo que eu mesma arranjava alguma desculpa para fazer aquele trabalho ficar insuportável, pra justificar eu sair. Só que sempre acabava achando outro trabalho, mais legal, mais interessante, com mais gente bacana, com assuntos mais instigadores. Mas logo eu perdia o interesse. Isso se tornou um padrão.”

Suplantar esse padrão ainda é um desafio para a Luciana de hoje. Com um cotidiano muito mais flexível e feliz, a empresa dela celebra quatro anos ao lado de parceiros dedicados ao desenvolvimento de um mundo melhor. Porque isso também é importante dizer. Luciana não era apenas uma workaholic. No fundo, o que buscava era aplicar a sua energia e capacidade criativa em algo que acreditasse e desse sua contribuição à sociedade.

Hoje a jornalista se considera mais disciplinada e se sente à vontade para pegar um cinema às três da tarde, criar feriadões pessoais  ou simplesmente ir meditar no parque num horário comercial qualquer. E o melhor de tudo: sem culpa! “Ouvir os chamados internos é um grande desafio. Quando as coisas fluem mais para algum lado é sempre um sinal de que elas estão indo para o caminho certo. Quando você ouve o seu coração e faz o que precisa ser feito, as portas se abrem. Não é mágica. É confiança.”

“O que eu considero a grande mudança na qualidade da minha vida é a gestão do meu tempo. Nisso eu não quero jamais recuar! Esse sempre foi o desejo da minha alma e chegar até aqui foi uma construção. Mesmo em trabalhos que eu gostava, com pessoas bacanas, me sentia sufocada.  A vida me trouxe um presente que foi trabalhar com um cliente que não tinha nada a ver com as minhas convicções. Isso foi um limite que me fez dar um passo adiante como autônoma e acreditar mais em mim.”

Pauta do bem
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Como se ter ido fosse necessário para voltar

O gaúcho Thiago Berto, 35 anos, também fez da viagem ao mundo o passo inicial para um revolução interior. Questionador desde criança, nunca se adaptou à escola. No ensino médio, interrompeu os estudos para abrir o próprio negócio. Durante anos, foi um empresário bem-sucedido na área de segurança da internet.

Mas havia um comichão no meio do caminho, no meio do caminho havia uma comichão. E era certeiro, no coração. Às vésperas de completar 30 anos, Thiago viajou ao Nepal, ao Tibete e ao Butão. Esse foi o começo de uma jornada que durou mais de três anos, realizando trabalhos voluntários, pesquisando projetos de educação alternativa e visitando comunidades sustentáveis pelo mundo.

A mochila voltou ainda mais cheia de sonhos. “Pro Universo não existe moralidade. Pro Universo o que existe é o movimento, o ir, o avançar. Eu já me movimentei por diferentes motivos. Me tornei empresário por raiva, para mostrar para o meu pai que eu podia ser melhor do que ele. Já me movimentei pelo vazio emocional. E também pela coragem. Eu já arrisquei bastante. O que eu posso dizer hoje é que aí, nesse lugar em que você arrisca, há uma magia”, ressalta Thiago.

Hoje, de volta a Guaporé (RS), sua cidade natal, Thiago dedica-se ao  desafio de construir a Ayni, uma escola de educação livre, com espaço para crianças, pais, educadores e comunidade. A inspiração veio principalmente de uma experiência que ele conheceu no Peru. “Chegar lá e ver as crianças receberem noções sobre budismo, por exemplo, que não é uma religião comum no país, é encantador. Fez sentido, para mim, investir meu conhecimento e buscar a criação de um modelo como esse."

Do limão à limonada

Thiago ficou orfão de mãe aos 12 anos. Após a perda, deparou-se com a necessidade de conviver com um pai alcoólatra e violento. “Quando eu tinha 16 anos, ele me expulsou de casa e fui de carona para Porto Alegre com R$ 150 no bolso”, lembra.

Com a sabedoria de quem usa as dificuldades como aprendizados, atualmente o jovem mantém uma vida simples. “Antes eu era um empresário que não conseguia me encaixar em nada. Não via sentido em reuniões e me sentia mal por ter funcionários. Atualmente não tenho a necessidade de pagar por um estilo de vida que não era o que eu queria.”

“Eu já fui taxado de louco. Mas meu maior incentivo foi meu próprio vazio. Uma sensação de que eu poderia acordar aos 90 anos e ter visto a vida passar pela janela.  Hoje tenho um sentimento de saciedade e gratidão muito grande. Uma vontade de retribuir ao mundo e honrar essa oportunidade de estar aqui na Terra.”

Cidade-escola subindo!
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Na rua, na chuva, na fazenda

Uma casinha simples e aconchegante, com uma varanda enorme, redes estendidas, em meio à natureza, ao som de pássaros silvestres e vista privilegiada para o nascer e o pôr do sol. Talvez essa seja a imagem que se forme na mente de muitas pessoas quando elas vislumbram o cenário ideal para cultivar a paz interior. Pois é justamente assim que o casal Raquel Azevedo, 35, e Cacá Monteiro, 33, decidiram viver.

Há um ano eles deixaram para trás a vida na metrópole para se instalar no pacato município de Cavalcante, coração da paradisíaca Chapada dos Veadeiros. O sonho conjunto foi cultivado por três anos, enquanto eles iam adaptando a vida para o grande passo. “Saímos de Porto Alegre com a mudança toda no fusca, sem data para chegar. Foram 4 meses de viagem. Quando chegamos, fomos recebidos por um casal de amigos que já havia passado por um processo parecido e isso foi muito importante!”, destaca Raquel.

A decisão de ir rumo ao desconhecido não podia ser mais acertada. “Por um bom tempo moramos de barraca em uma terra ainda sem estrutura nenhuma. Nós, o cerrado e nada mais. Em menos de um ano aqui, já estamos colhendo frutas, já temos uma casa linda e eu já estou até trabalhando como arquiteta. A vida é muito surpreendente mesmo! Claro que tem desafios cotidianos. Como gaúcha, o interior de Goiás é um baita choque cultural. Mas essa parte eu também acho ótima”, celebra Raquel.

As visitas de familiares e amigos têm sido frequentes. Para ampliar a renda e movimentar as relações, Raquel e Cacá também recebem hóspedes para turismo alternativo na Chacára Recanto da Mata — uma excelente oportunidade para conhecer as trilhas e cachoeiras da região, além da comunidade quilombola Kalunga.

“Antes eu vivia em um apartamento no centro de Porto Alegre. Estava em um período pós-mestrado, sem saber exatamente o que fazer. Hoje moro em um sítio lindo, em uma região encantadora de cerrado. Lugar pacato e a vida mais ainda, experimentando uma conexão com o ambiente e com a natureza que só quando se vive e depende dela é possível compreender. Hoje, olhando pra trás, eu e meu companheiro podemos ver como foi importante o período de espera e maturação do nosso sonho. Convivemos  intensamente. Nos conhecemos mais e nos fortalecermos como casal. Foi um ano difícil financeiramente, mas foi um ano só de planos e amor.”

Hospedagem alternativa
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Uma volta de Kombi

A gaúcha Daniela Pregardier e o catarinense Rodrigo Matias saíram no dia 30 de novembro de 2014 de Florianópolis com o objetivo de contornar a América do Sul.  “Transformamos nossa Kombi em uma Kombinet, que hoje é nossa casa, nosso escritório e principalmente nossa porto seguro”, afirmam.

Quatro países depois, eles ainda vislumbram mais oito pela frente e  contam que não foi apenas uma vez que acordaram sem saber onde estavam. “A cada dia estamos num lugar diferente. Imaginávamos que iriamos conhecer os melhores lugares. Mas o que aconteceu foi que conhecemos as melhores pessoas”, salientam. 

Pegue carona nessa aventura!
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Um tango para o grande amor

A jornalista Gisele Teixeira sempre foi adepta de novos rumos: morou em cidades como Caxias do Sul, Porto Alegre, Londres, Recife e Brasília, sempre focada no desenvolvimento profissional. “Um dia me dei conta de que desde que me formei na faculdade, aos 20 anos, nunca tinha parado de trabalhar. Aos 40, fiz um balanço, como todo mundo, e vi que precisava respirar. Queria fazer um ano sabático, aprender espanhol, e depois voltar à rotina de sempre.”

Mas não foi bem assim. Há sete anos vivendo na Argentina, a mudança foi mais radical do que ela podia imaginar. Gisele não encontrou apenas um novo país, mas também um grande amor. “O maior incentivo foi ter conhecido o Edu, meu companheiro de vida, minha âncora, logo nos meus primeiros dias em Buenos Aires. Isso me ajudou na adaptação. Eu não tinha muitos lastros quando cheguei aqui, mas tinha amor.”

Outra novidade que arrebatou o coração de Gisele foi a paixão pelo tango. Frequentadora assídua de milongas, a dança ampliou seu círculo de amigos e lhe garantiu uma nova ocupação. “Fiz um curso de formação de três anos. Hoje, dou aulas de tango e parte da minha renda vem daí.” Profissionalmente, Gisele também se dedica a fazer traduções, criar guias de viagem, escrever para sites e acompanhar turistas. “Hoje eu sou ‘menos’ jornalista e mais multifacetária. Mas ‘quando e como’ organizo minhas tarefas, quem administra sou eu.”

Para Gisele, a vida está bem melhor do que antes. “Essa nova rotina me possibilitou não ter carro (faço tudo de bike), não gastar com roupas, não usar o transporte público na hora de pico e me alimentar melhor, além de tomar mate e brincar com os gatos no intervalo. Não ter horário fixo me permite gerenciar meu tempo. Posso ir ao cinema às três da tarde de uma quarta e trabalhar no domingo, se quiser. Essa liberdade é o mais transformador de todo o processo”, avalia.

“Não ter um trabalho fixo significa também não ter uma renda fixa e é preciso bancar (emocionalmente) essa opção — ou seja, eu vivo mais feliz, mas não tenho um Iphone6, nem carro, nem roupas caras. Abrir mão dessa segurança tem seu preço. Acordar segunda-feira de manhã e não ter para onde ir não e fácil no início. Mas vale a pena. Eu mudei de país, de profissão, de estilo de vida. Mas ganhei um mundo de novas possibilidades, um grande amor, novos amigos, novos desafios. Aqui descobri que também sou artista e docente, o que não teria acontecido se não tivesse mudado.”

Aquí me quedo
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Qualquer lugar ao sol, outro lugar ao sul

A opção de morar perto da praia e aprofundar a conexão espiritual levou o casal Natacha Boschi, 31, e Vinicius Côrtes, 28, a explorar seus potenciais criativos na arte de sobreviver. Este mês faz um ano que eles deixaram de lado seus empregos formais e foram tentar a vida em Garopaba, no litoral catarinense.

“Saí de uma cidade pequena aos 17 anos para fazer faculdade em Porto Alegre e em pouco tempo estava imersa em uma rotina de trabalho de 40 horas semanais, mais as aulas. Quando vi, já não sabia mais o verdadeiro motivo disso tudo! Cursei faculdade de Ciências Sociais com o sonho de mudar o mundo, mas a cada dia crescia mais a minha sensação de impotência”, conta Natacha.

O contato com o yoga foi decisivo para Natacha nesse processo. “Comecei a praticar e me tornei instrutora. Assim, as constantes transformações internas passaram a demandar transformações externas também. Eu queria me conectar à natureza, aos seus ciclos e aos meus, criar meus bichos soltos no pátio, plantar e, principalmente, poder me tornar uma pessoa mais sustentável!”

Para ela, a parceria de Vinicius é fundamental. “Queríamos mudar juntos. Mas como, pra onde? Lançamos essa ideia para o Universo! Começamos a juntar dinheiro, trabalhar dobrado, meu companheiro arrumou um trabalho extra à noite e eu passei a dar tantas aulas quanto podia. Nos demos um prazo de 1 ano para definir para onde iríamos, e se nesse tempo não descobríssemos, iríamos viajar!”

Nesse período, conhecemos um casal que estava passando por esse mesmo processo e esse objetivo comum nos uniu. Morando aqui na praia, a maneira de nos relacionarmos com a vida mudou muito. Temos mais tempo para desenvolver nossos potenciais criativos, para trabalharmos o nosso ser interior, para o autoconhecimento. Não temos empregos totalmente fixos e nem trabalhamos em uma coisa só. Vivemos com pouco, mas sempre na abundância”, destaca.

“Comecei a questionar meu companheiro sobre o motivo que ainda nos prendia à cidade. Não íamos a shoppings, não gostávamos mais de baladas noturnas, não bebíamos. Sempre que sobrava um tempinho, corríamos para acampar no mato e lá nos sentíamos inundados pela energia vital! Tomamos então a decisão de mudar de vida!”

Coração, o grande oráculo

Na sociedade de consumo, uma das opções mais comuns  é: trabalhar 8 horas por dia, dormir o tempo equivalente e passar os momentos restantes entre o lazer e a busca de alternativas para aliviar frustrações. Pode parecer pessimista, mas apenas olhe ao seu redor e observe como vivem as pessoas que você conhece. Olhe para você mesmo.

Talvez esteja na hora de você também dar uma guinada. Fácil não é. Tampouco é impossível. É preciso muita coragem pra saber se somos tão bons quanto nossos sonhos, nos ensina a escritora norte-americana Erma Bombeck. Seu contemporâneo, o poeta brasileiro Lindolf Bell nos dá em versos a medida exata do que isso significa: “menor que meu sonho não posso ser.”

De maneiras diferentes, as personagens desta matéria expõem os frutos saborosos que podem ser colhidos quando a gente assume riscos. O mais interessante é perceber que eles apenas puseram em marcha uma grande sabedoria universal que, de tão repetida, parece um clichê. Mas não é. No fundo, o que realmente fez a diferença na trajetória de cada um foi dar ouvidos ao grande oráculo, o magnífico guru, aquele que nunca erra: o próprio coração.

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