Saúde Integral

04/11/2015 09h00

Doçura Perigosa

O açúcar em excesso faz mal à saúde. Um substituto mais saudável pode ser a Stevia

Por Nosso Bem Estar

Arquivo Nosso Bem Estar
Stevia 3

O açúcar em excesso faz mal à saúde. Um substituto mais saudável pode ser a Stevia

Cada um tem seu jeitinho próprio de tomar o café: puro, com açúcar, mel, agave, adoçantes artificiais ou naturais, e por aí vai. Ao mesmo tempo em que a maioria da população reconhece os males que o açúcar em excesso pode trazer à saúde, o mercado está criando e inserindo diversos substitutos para ele.

Dentre os tipos de açúcares feitos pela indústria, temos o mascavo, demerara, cristal, refinado e de confeiteiro.

Quais são as diferenças entre os açucares?

  • Açúcar mascavo: tem sabor mais encorpado por ser extraído diretamente da cana de açúcar, sem passar por refinamento, ou seja, preserva seus minerais.
  • Açúcar demerara: com o sabor mais suave, o demerara passa por leve refinamento, mantendo seus minerais.
  • Açúcar refinado (ou branco): grande concentração de glicose e frutose devido ao forte processo de refinamento. Não possui vitaminas e minerais.
  • Açúcar cristal: para manter os grãos maiores, passa por menos refinamento, mas ainda assim perde cerca de 90% dos nutrientes. A partir dele são feitos o refinado e o de confeiteiro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a população poderia consumir no máximo 200 calorias por dia de açúcar, ou 50 gramas, atingindo um valor calórico de até 10% da dieta. Veja bem, isso é somente uma recomendação para consumir com segurança, não uma necessidade de ingestão. Embora opções como o mascavo e o demerara contenham mais vitaminas e minerais, o valor calórico continua sendo o mesmo (1 grama = 4kcal), ou seja, para quem precisa ou quer perder peso, deve-se evitar o consumo de açúcar.

Sem fibras, vitaminas e minerais, o açúcar refinado torna-se um carboidrato simples. Dessa forma, o organismo vai metabolizá-lo rapidamente, fazendo com que ocorram picos de glicose dentro do sangue. Para retirar a glicose em excesso no sangue, o pâncreas libera maior quantidade de insulina, um hormônio responsável por colocá-la para dentro da célula.

Embora o corpo saiba como lidar com o excesso de glicose sanguínea, não é recomendável que esse processo ocorra todos os dias – ou pior, em todas as refeições! Os alimentos de alto índice glicêmico, como o açúcar, não são saudáveis por repetirem frequentemente esse processo.

Sem contar que a glicose em circulação no sangue pode agredir as paredes das artérias e vasos sanguíneos, aumentar a produção de gases e prejudicar a formação de novos neurotransmissores, dificultando o aprendizado e a formação de memórias.  

Devo optar pelos adoçantes artificiais?

O uso de adoçantes artificiais divide opiniões, pois ao mesmo tempo que defendem que são seguros, de acordo com o que a ANVISA disponibiliza em seu site, há milhares e milhares de pessoas exagerando na “dose segura”, substituindo o açúcar pelos adoçantes artificiais em todas as bebidas e preparações culinárias. Sem contar os produtos light (feitos para quem quer perder peso ou necessita retirar um nutriente da alimentação) e diet (desenvolvidos para diabéticos) que usam e abusam desses adoçantes, que incluem o aspartame, ciclamato, sacarina e acessulfame-K, estão dentre os mais comuns.

O ciclamato e a sacarina normalmente são usados em conjunto, com o objetivo de um aliviar o gosto residual do outro. Porém, em sua sintetização na indústria, as moléculas de ciclamato e sacarina são “anexadas” a uma molécula de sódio – péssimo para hipertensos! Além disso, o aspartame já deu sinais em pesquisas científicas de favorecer o desenvolvimento do mal de Alzheimer.

As vantagens da Stevia como substituto do açúcar

Você deve estar pensando: afinal, se o consumo de açúcar e adoçantes artificiais pode trazer tantos riscos, o que devo fazer para adoçar minhas bebidas? Há um tempo surgiu no mercado um adoçante considerado natural por ser originário de uma planta.

Estamos falando da stevia, um adoçante utilizado há centenas de anos pelos nativos paraguaios e os índios Guarani daquela região através das folhas da Stevia rebaudiana.

Dentro das folhas, os componentes responsáveis pelo sabor doce da stevia são os glicosídeos, chamados esteviosídeos. Chegam a ser 300 vezes mais doces que a sacarose e um de seus benefícios é que podem ser aquecidos (uso culinário), pois apresentam boa estabilidade em temperaturas mais altas.

Outro benefício é que a stevia não costuma deixar retrogosto, e além disso qualquer pessoa pode consumi-la, pois é considerada um adoçante seguro.

E você, já experimentou a Stevia? Que tal adotá-la para adoçar seu cafezinho?

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