Saúde Integral

16/12/2013 15h58

Câncer de mama: saiba como prevenir e remediar

Mamografia anual pode aumentar as chances de cura para 95%

Por Nosso Bem Estar

DIVULGAÇÃO/NBE
Cancer de mama

Autoexame não substitui a mamografia para diagnóstico precoce

O câncer de mama é a principal causa de morte de mulheres no Brasil, onde são registrados mais de 50 mil novos casos por ano. Apesar de grave, a doença tem cura, e com o diagnóstico precoce as chances de recuperação chegam a 95%. Para isso a principal recomendação feita pelos programas de prevenção é a mamografia anual, único exame capaz de detectar tumores em estágios iniciais, imperceptíveis ao toque.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira, exceto casos de câncer de pele não melanoma. Desde a década de 80, muitas campanhas e políticas públicas vem sendo desenvolvidas para informar as formas de prevenção e tratamento. Confira no vídeo abaixo a campanha da ong Mulher Consciente para o “Dia Rosa”, o dia da sua mamografia anual.

É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos.

O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente.  No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

A incidência vem crescendo no mundo todo, mas, quando se trata do número de mortes causadas pela doença, as tendências variam. Em países desenvolvidos, a mortalidade vem caindo lentamente, ao passo que nos países em desenvolvimento, como o Brasil, registra-se um gradativo aumento.

Pelo menos parte dessa diferença se deve ao diagnóstico precoce, ainda precário no nosso país. Especialistas estimam que mortalidade por câncer de mama em mulheres entre 50 e 69 anos poderia ser reduzida em um terço se todas as brasileiras fossem submetidas à mamografia uma vez por ano.

Como prevenir

Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.

Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental.  A mamografia deve ser realizada uma vez por ano em toda mulher com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente.

A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. O nódulo ainda não pode ser percebido pelo toque, mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram. O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Quando o tumor atinge o tamanho suficiente para ser palpado, já não está mais no estágio inicial, e as chances de cura não são máximas.

Sintomas

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de um caroço. Nódulos que são indolores, duros e irregulares têm mais chances de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante ir ao médico. Outros sinais:

- Inchaço em parte do seio
- Irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja
- Dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro)
- Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama
- Saída de secreção (que não leite) pelo mamilo
- Caroço nas axilas

Fatores de risco

- Histórico familiar
- Aumento da idade
- Menarca precoce (primeira menstruação)
- Menopausa tardia
- Nunca ter engravidado
- Ter filhos após os 30 anos
- Excesso de peso
- Consumo de álcool

Tratamento

O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é importante estar bem informada para conversar com o oncologista sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas para cada caso. Há tumores mais e os menos agressivos, e os que crescem mais ou menos rápido, por exemplo.

Uma série de características vai permitir ao médico indicar o tratamento mais adequado para o estágio da doença e saúde do paciente, aquele com maior chance de trazer a cura no menor tempo possível, minimizando os riscos de recaída. Hoje é possível sim viver bem bem mesmo com a doença metastática.

Conheça os tipos de câncer de mama e outras orientações:
 

No Brasil existe uma lei que garante o início do tratamento em no máximo 60 dias após o diagnóstico. O Programa Nacional de Prevenção do Câncer de Mama também compromete-se a fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes, atender emergências oncológicas, reafirmar vida e a morte como processos naturais, integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente e oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença, em seu próprio ambiente.

Existem muitas instituições, campanhas e movimentos de apoio para quem está em tratamento. Uma dessas iniciativas é o blog “Daqui pra frente estaremos com você”, com orientações da psico-oncologista Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, com informações, dicas e conselhos para pacientes e cuidadores. 

Fontes: www.inca.gov.br, www.mulherconsciente.com.br

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