Bem-estar

29/08/2019 08h00

Você está ouvindo bem?

As causas para a perda da audição são amplas, mas cada vez mais existem modernos recursos para contornar o problema

Por Nosso Bem Estar

Pixabay
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Você está ouvindo bem?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo apresentam perda de audição, e esse número pode se tornar ainda mais significativo daqui alguns anos, devido ao envelhecimento da população e à falta de ações para prevenção.

A problema pode acontecer por diversos fatores: doenças, infecções, avanço da idade, excesso de ruídos, entre outros, e, quando o caso é mais complexo, o uso de aparelhos auditivos é importante para manter a qualidade de vida e a capacidade de comunicação. 

O que pode causar a perda de audição?

A situação pode atingir crianças, adultos e idosos em diferentes graus. Na perda leve, por exemplo, a pessoa tem dificuldade de entender sons baixos. Já na moderada, ela precisa aumentar o volume da televisão ou do celular para conseguir ouvir com mais facilidade. Na perda de audição severa, os sons precisam estar em um volume bem alto, e, em casos mais graves, o indivíduo escuta apenas ruídos estridentes.

Algumas pessoas imaginam que a perda de audição ocorre apenas por doenças específicas, como a otosclerose —  doença genética que compromete a estrutura interna do ouvido e pode levar à surdez, como aconteceu com o compositor Beethoven.

Entretanto, as causas são amplas e, muitas vezes, estão relacionadas com fatores ambientais ou por complicações de outras doenças. Exposições a sons altos, idade e infecções persistentes, por exemplo, estão entre os principais causadores do problema. 

Perda de audição pela idade

A medida que o corpo envelhece, o indivíduo pode perder a capacidade de ouvir alguns sons, especialmente os mais suaves e agudos. Esse processo pode ter início entre os 60 e 65 anos, e se intensificar com o passar do tempo.

Geralmente, os familiares são os primeiros a perceber a situação, antes mesmo que o idoso sinta o incômodo, e é preciso fazer exames específicos para identificar o grau da perda e utilizar um aparelho auditivo, se for o caso. 

Perda de audição por excesso de ruídos

A exposição a sons e ruídos altos aumenta o risco de um déficit auditivo. Além das atividades profissionais que envolvem locais com muito barulho, como oficinas mecânicas e indústria, essa perda auditiva também pode ser gerada pelo volume alto de fones de ouvido e celulares.

Ela ocorre de forma lenta e gradual, e como a pessoa não percebe o incômodo, não toma providência para resolvê-lo. Contudo, é fundamental utilizar protetores auriculares, em caso de atividades com excesso de ruído, e reduzir o volume de aparelhos tecnológicos para evitar complicações no futuro. 

Perda de audição por doenças e infecções 

Outro fator relevante são as infecções por vírus ou bactérias. A otite média aguda, caracterizada por inflamações e obstruções na região onde fica a tuba auditiva, pode ocasionar perda total da audição se não for tratada corretamente. O problema é mais comum em crianças, mas pode atingir pessoas de todas as idades após gripes e infecções respiratórias ou de garganta.

Além disso, há outras doenças que aumentam os riscos de perda gradual da audição, tais como pressão alta, osteoporose e diabetes. Por isso, é necessário manter a saúde em dia e fazer acompanhamento médico.

A Associação Americana de Diabetes estima que a propensão de desenvolver deficiência auditiva é duas vezes maior em pessoas com a doença. Isso acontece porque as alterações na glicose podem afetar a circulação e os pequenos vasos que abastecem as estruturas do ouvido. 

O uso de aparelhos auditivos 

A perda auditiva prejudica a comunicação, o trabalho e as relações sociais, além de afetar o aprendizado e o desenvolvimento - caso se apresente ainda na infância. Por isso, é fundamental investigar o quadro para detectar o problema o quanto antes. A deficiência não vai regredir, mas é possível adotar soluções para manter a qualidade de vida, como é o caso dos aparelhos auditivos.

Eles surgiram há muitos anos, e foram passando por modificações para se tornar mais acessíveis, discretos e confortáveis. As primeiras versões precisavam ficar em uma mesa. Já na década de 50, os aparelhos auditivos foram projetados para ser colocados no bolso ou na haste dos óculos, e, posteriormente, adaptados para o encaixe atrás da orelha.

Hoje em dia, os aparelhos estão muito sofisticados e é possível encontrar dispositivos menores, com mais potência e precisão, e que se ajustam às necessidades auditivas de cada paciente.

Muitas pessoas sofrem com perda de audição, mas ficam com vergonha de enfrentar a situação. Contudo, é importante buscar apoio especializado para manter a habilidade de ouvir, garantindo independência e qualidade de vida. 

 

 

 

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