Família

08/03/2018 09h30

Já ouviu falar da quarta idade?

Entenda melhor esta denominação e quem faz parte dessa faixa etária

Por Nosso Bem Estar

Pixabay | Depositphotos
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A expectativa de vida teve um aumento considerável devido aos avanços da medicina para prevenção e tratamento de doenças, além de uma melhor qualidade de vida nas últimas décadas.

A expectativa de vida teve um aumento considerável devido aos avanços da medicina para prevenção e tratamento de doenças, além de uma melhor qualidade de vida nas últimas décadas. Se nos anos 70, a perspectiva de vida do brasileiro ao nascer era de 57 anos, hoje, ela gira em torno dos 75 anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, a projeção é que essa idade aumente no futuro.

Diante disso, o termo terceira idade se tornou bastante comum em nossa rotina, mas você já ouviu falar na expressão quarta idade? Ela é utilizada por estudiosos e profissionais da área para identificar a geração com mais de 80 anos. Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto.

Diferenças entre a terceira e a quarta idade

Terceira idade foi um termo criado pelo gerontologista francês, Huet, na década de 60, para indicar a fase da vida que se inicia aos 60 anos, período próximo da aposentadoria.

Contudo, se antes essa população era considerada pouco ativa, atualmente, ela está cada dia mais saudável e participativa. Muitas pessoas dessa faixa etária permanecem em suas carreiras, praticam atividades físicas e de lazer, viajam, estudam, têm uma vida social ativa, etc - por esses motivos, é comum escutarmos a expressão melhor idade para se referir aos jovens idosos.

No entanto, com o passar do tempo e o avanço da idade, o organismo apresenta modificações e os cuidados para tratar um sexagenário diferem bastante daqueles que alcançam uma longevidade avançada e ultrapassam os 80 anos. Diante disso, surgiu o termo quarta idade.

Essa definição já tem aplicações práticas na rotina da população. Hoje, essa faixa etária é utilizada para priorizar o atendimento de saúde aos idosos no Brasil. De acordo com a lei 13.466, sancionada em julho de 2017, pessoas acima de 80 anos têm prioridade especial sobre os demais idosos, exceto em casos de emergências.

Perfil dos idosos da quarta idade

De acordo com estimativas do IBGE, em 2016, quase 3,5 milhões de brasileiros estavam na casa dos 80 anos.

O estilo de vida e a genética são fatores essenciais para atingir a longevidade. Pessoas que não fumam, que praticam exercícios físicos regularmente e possuem uma dieta saudável, por exemplo, têm melhores chances de envelhecer com saúde.

O Relatório Índice de Desenvolvimento Humano de Longevidade 2017, realizado pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV, mostra que as três cidades mais preparadas para receber idosos com mais de 75 anos são Santos (SP), Florianópolis (SC) e São José do Rio Preto (SP). A pesquisa é baseada em critérios como bem-estar, habitação e cuidados de saúde.

 

Cuidados com essa geração

Chegar à quarta idade não é sinal de repouso ou invalidez, uma vez que muitas pessoas continuam com vigor e disposição para realizar suas tarefas do dia a dia. Não é difícil conhecermos, ou escutarmos, histórias de homens e mulheres que vivem com autonomia e saúde nessa idade.

No entanto, os problemas de saúde e doenças crônicas tendem a se agravar com o avanço dos anos. Por isso, essas pessoas necessitam de uma atenção especial para manter a qualidade de vida.

Na quarta idade, os idosos apresentam, com maior frequência, o diabetes, fraqueza nos ossos, hipertensão, dificuldades de mobilidade, falhas de memória, problemas de depressão, entre outras doenças. Por isso, as famílias devem se informar sobre os cuidados específicos, além de contar com profissionais especializados no atendimento a esse público.

Dentre os cuidados com essa geração, estão: acompanhamento com médicos geriatras, realização de exames periódicos, adaptação da casa para receber andadores, cadeiras de rodas e muletas e, em alguns casos, a presença de um cuidador em período integral.

No entanto, os problemas de saúde e doenças crônicas, ou mesmo acidentes, tendem a se agravar com o avanço dos anos e esse público necessita de uma atenção especial para manter a qualidade de vida. O problema maior é que nem as famílias, nem a organização social brasileira estão preparadas para acompanhar e dispender os cuidados necessários para esta nova geração. Um despreparo que vai desde a falta de informações básicas, como reconhecer perdas de cognição, até a falta de políticas públicas.

A população brasileira que chega à quarta idade está aumentando e esse número tende a crescer cada vez mais. Temos a necessidade urgente de nos preparar e de atender de forma adequada estes idosos. Estamos diante de um o desafio que, em última instância, significa exercitar a generosidade e a gratidão por aqueles que tanto nos ensinaram e que ainda podem nos ensinar muito.

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