Saúde Integral

12/07/2017 06h30

Microfisioterapia

Saiba mais sobre esta terapia capaz de identificar a causa de várias disfunções e estimular o corpo a encontrar a própria cura.

Por Nosso Bem Estar

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M21

Você já ouviu falar em microfisioterapia?

Você já conhece a fisioterapia, um método de reabilitação praticado há muitas décadas. Mas já ouviu falar em microfisioterapia? Essa terapia manual tem como objetivo identificar as causas de uma doença ou sintoma e estimular o corpo a se curar. Isso acontece, porque, o organismo reconhece o problema como um agente agressor e assim, inicia a sua eliminação.  

Quando o corpo recebe um invasor, seja uma doença ou algum sintoma desagradável, o funcionamento normal das células é alterado. Se o problema não for eliminado pelo próprio corpo, as memórias ficam gravadas no organismo, já que o sistema imunológico não o destruiu.

Em casos como este a Microfisioterapia pode ser a solução. Esta terapia manual é uma técnica criada por Daniel Grosjean e Patrice Benini, em 1983, na França. Muito utilizada em países da Europa e da África, atualmente vem se difundindo por todo o mundo. No Brasil, a terapia é cada vez mais procurada por seus benefícios e resultados clínicos.

Por que ela pode ser uma solução?

Por que essa técnica é muito indicada para eliminar e até mesmo curar sintomas ou doenças presentes no organismo? Ela auxilia o corpo a se livrar de traumas do passado, guardados na memória, e que podem prejudicar o adequado funcionamento das informações entre os processos biológicos.

Segundo a fisioterapeuta, especialista em Microfisioterapia, Leila Lagranha, nosso corpo naturalmente tem mecanismos de defesa, inerentes a espécie humana, mas quando a agressão tecidual é muito forte, o corpo pode não dar conta de eliminar esses processos tóxicos a nível celular. Como consequência, teremos memórias teciduais que vão interferir no nosso equilíbrio para manutenção da saúde, gerando disfunções e sintomas futuros.

A Microfisioterapia vem, então, como uma nova e eficaz abordagem natural. Ela estimula mecanismos para que o corpo reconheça as agressões como invasores, como agentes causadores de danos ao organismo. Assim, o sistema imunológico é ativado e a adequada eliminação natural é estimulada.

Micropalpação

O fisioterapeuta com formação nessa técnica avalia as “cicatrizes” através de micropalpações em diversas regiões do corpo, já que elas são percebidas pela perda de ritmo vital. Essa restrição pode ser sentida pelas mãos do terapeuta, com gestos manuais específicos da técnica. São percepções sutis e suaves e que são determinantes para o sucesso do tratamento. 

O tratamento não acontece apenas em uma área, onde há perda de ritmo vital, pois o organismo é uma máquina onde acontecem reações em cadeia. A Microfisioterapia visa à melhora do corpo como um todo e busca a eliminação do problema na sua origem primária.  Por exemplo, se uma dor na região lombar for provocada por uma glândula na base do pescoço, ambas as regiões serão tratadas com a extinção da memória traumática.

Como são realizadas as sessões?

As sessões têm duração média de uma hora e varia de acordo com a queixa e necessidade do paciente. De maneira geral, para uma determinada queixa, podem ser necessárias de três a quatro sessões.

Com o paciente vestido e deitado sobre uma maca, o profissional inicia uma investigação micropalpatória, que possibilita buscar a causa responsável pelo sintoma relatado, a partir da cicatriz ou memória patológica. Assim que o profissional sentir a perda de ritmo vital em uma região, o organismo é informado, também por toques, de que aquele trauma é um agressor que precisa ser eliminado. O corpo, dessa forma, consegue identificar o choque causado pela “cicatriz”, concentrando-se em sua extinção. Através do toque, o organismo recebe um estímulo que possibilita que o corpo resignifique a informação armazenada.

Durante o tratamento, o paciente é informado das restrições encontradas. A eliminação pode acontecer, inclusive, durante os toques, logo após a identificação do agressor. Sendo assim, a pessoa pode ter sonolência e cansaço na sessão.

O terapeuta tem a possibilidade de estabelecer, aproximadamente, a data em que o acontecimento se instalou e, por meio disto, solicitar através da micropalpação uma resposta ao corpo. O organismo do doente reage a esta data. A restrição é percebida pelas mãos do terapeuta, assim como na técnica de Cinesiologia Aplicada. Embora a lembrança da data não interfira no tratamento, a fixação de dias traumáticos é uma informação interessante, pois permite ao paciente conhecer a origem daquela desordem. A compreensão da causa da dor presente também serve como prevenção.

Na prática, têm-se bons resultados nas primeiras sessões. Contudo, é preciso haver espaçamento entre elas, de três semanas a 40 dias, especialmente em casos com sintomatologia aguda, onde haverá necessidade de acompanhar a evolução clínica com atenção especial.

E mais: pode-se também optar por terapia preventiva e realizar uma sessão a cada seis meses, anualmente, ou então quando houver sintomas agudos.

Resultados surpreendentes

A Microfisioterapia é surpreendente na prática clínica. Os resultados com cada paciente são únicos e todos ligados a sua capacidade individual de resposta. A fisioterapeuta Leila Lagranha cita uma paciente com distrofia muscular. A prática alcança resultados extremamente gratificantes, como: alivio aos sintomas secundários da doença, recuperação na percepção de movimentos e pequenas amplitudes articulares, dificuldade comum na patologia. “Na minha prática clínica, observo excelentes resultados em diferentes sintomatologias: na redução da ansiedade, na recuperação do sono mais regular; uma paciente que estava com muita dificuldade no uso de lentes de contato, por estar desenvolvendo reações alérgicas, após o primeiro atendimento a reação alérgica dela passou; uma outra paciente relatou-me que havia percebido que após o tratamento  passou a ter mais facilidade em falar e expor suas opiniões, tanto em família como em reuniões de trabalho, situações que para ela, não eram das mais fáceis ou naturais”   exemplifica a fisioterapeuta.

Desta forma, a Microfisioterapia é muito rica em resultados clínicos e pode potencializar muito outros tratamentos convencionais que o paciente esteja fazendo, como por exemplo, psicoterapia, reabilitação fisioterapêutica com outras técnicas, e até em tratamentos mais complexos, como no caso na abordagem multidisciplinar de indivíduos acometidos pelo câncer, completa Leila.

Recomendações após a sessão

Para auxiliar na reparação do organismo, recomenda-se descanso do paciente, sem praticar esforços físicos intensos, até mesmo dirigir por longos períodos no primeiro dia, além de beber dois litros de água nas horas posteriores ao tratamento, para facilitar a eliminação pelo corpo. Curas estão acontecendo nesse período.

Algumas pessoas podem desenvolver alguma reação desagradável ou não, como vômito, diarreia, alguma dor ou febre, sentimentos de irritação, ou ainda se sentirem muito tranquilas, nas 24h ou 48h após o atendimento, o que pode ser esperado, pois é reflexo da eliminação das memórias celulares que estão prejudicando a saúde. As recomendações acima são prescritas para que o sistema imunológico possa trabalhar.

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