Família

04/07/2017 06h30

Antes de dormir, não!

Saiba por que acessar celulares e tábletes pode influenciar no sono do seu filho.

Por Nosso Bem Estar

Pixabay | Public Domain Pictures
M11

Como é a rotina na sua família?

Este ano o NOSSO BEM ESTAR vem publicando uma série de matérias sobre os riscos e distúrbios associados ao uso inadequado de dispositivos eletrônicos.  São muitas as pesquisas e estudos que tem apresentado resultados assustadores sobre os sintomas e prejuízos causados por esse vício que se disseminou na nossa vida de forma avassaladora.

Em relação as crianças, os alertas são mais enfáticos ainda. Não é recomendado o uso de celulares, smarphones e tábletes antes dos 14 anos.  Se seu filho já sucumbiu a esta prática, preste atenção nos dados a seguir em relação as consequências no período noturno.

Descoberta preocupante

Segundo um estudo publicado na revista ScientificReports em abril deste ano, cada hora gasta em frente a celulares e tábletes provoca dezesseis minutos a menos de sono em crianças, em um período de 24 horas.

A constatação se dá quando o acesso é diário, por pequenos desde os seis meses de idade. Eles demoram a pegar no sono e também dormem menos do que quando não há navegação.

A descoberta publicada pelos cientistas é extremamente preocupante. A falta de sono afeta o desenvolvimento cognitivo das pessoas e particularmente o período de crescimento das crianças. Como esses aparelhos, infelizmente, estão sendo comumente acessados desde os primeiros meses de vida, a maioria dos pequenos, de toda a parte do mundo, pode ser prejudicada.

Como foi feito o estudo

Os pesquisadores fizeram um questionário e o entregaram para 715 pais, perguntando-os sobre o acesso de seus filhos a celulares e tábletes, ou seja, dispositivos touchscreen (acionados por toques na tela). 75% deles responderam que sim, o acesso é diário, sendo que as crianças possuíam de seis meses a três anos de idade.

Até onze meses de idade, 51% dos pequenos utilizavam diariamente, enquanto 92% das crianças de três anos acessavam os aparelhos eletrônicos.

Os cientistas fizeram uma análise das informações obtidas e descobriram que quem passava pelo menos uma hora em frente a essas telas, tinha o sono prejudicado. Mesmo dormindo durante o dia, o total de horas de repouso ainda era menor do que a média recomendada. Lembre-se: quanto maior for o tempo de acesso, menor será o tempo de sono.

Hábito constante entre todos

É preciso lembrar também que o hábito de acessar tábletes e celulares nas horas próximas ao sono é prejudicial não somente para as crianças, mas para toda a população.

A iluminação artificial produzida por essas telas prejudica o sono. A cada duas horas de interação com qualquer dos dispositivos mencionados, a melatonina é reduzida em 22%. Essa substância possui relação direta com o sono e é liberada quando anoitece, no entanto, sua produção bate de frente com a luz dos aparelhos. A tecnologia vence, pois, as telas são fortes e emitem comprimentos de onda pequenos, inibindo ou diminuindo a liberação da substância.

A solução é acessar os dispositivos apenas durante o dia e evitar seu uso a noite, principalmente no escuro.  Escolha o bom e velho hábito de ler um livro para favorecer o sono e relaxar. E para os pequenos, contar estorinhas é sempre uma opção mais saudável e afetiva na hora de dormir.

A chave é a moderação

Proibir que crianças acessem celulares e tábletes pode ser complicado. O melhor é negociar as regras e tempo de uso. A tecnologia está aí, veio para ficar e, se bem usada, é benéfica para o aprendizado e o desenvolvimento motor. É preciso ponderar o uso, obtendo seus benefícios e diminuindo seus prejuízos.

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